Como sempre encarei e encaro todos os desafios com “unhas e dentes”, achei que a vida profissional e familiar nunca foram totalmente compatíveis na situação que tinha.
Assim, preferi primeiro conseguir estabilizar a nível profissional, para de seguida ter a familiar também de uma forma estável, pois quer queiramos, ou não, uma influi sobre a outra! Ou porque temos uma família e não temos dinheiro para a sustentar, ou porque queremos uma vida profissional de sucesso e não temos tempo para a família.
Agora que estou nos Trintas e olho para trás, sou um profissional de sucesso e com uma vida familiar inexistente e nem tão pouco com uma luzinha ao fundo do túnel para a vir a alcançar em breve e porquê? Porque agora, dentro dos meus parâmetros de avaliação, a “oferta” de mulheres disponíveis é diminuta, é aquela velha história, “é como os lugares de estacionamento, os bons estão ocupados!”
Provavelmente se tivesse actuado nas duas frentes (familiar e profissional), também estaria nesta altura separado/divorciado, pois eram alturas em que a vida profissional exigiu muito de mim, muito deslocado quer dentro, quer fora de Portugal e como eu também não acredito em amores ausentes, por isso nunca sequer aconteceu namorar nos últimos anos, mas claro que já namorei!
Decididamente, vivo tudo intensamente, sou do 8 ou 80 e não sei entrar para perder, embora isso tenha reflexos… neste caso, na vida familiar!
Agora o que me/vos pergunto é:
Mesmo por vezes o equilíbrio trabalho/família não sendo possível, preferiam a relação de família (mulher, tendo ou não filhos) sofrível e prejudicada?
